quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Cinema Moderno

O cinema moderno, surgiu ainda no período entre guerras, sob influência de movimentos culturais como Neo-realismo e Nouvelle Vague Francesa que tem essencialmente uma ideologia progressista e visam as inovações de técnica e linguagem, voltando para captar as mudanças e incentivar transformações no plano moral ou político.

A era moderna é caracterizada principalmente pela saída dos estúdios, uma maior preocupação com a realidade; o aumento da liberdade narrativa (que torna-se não linear) e o uso de temáticas do cotidiano. Foi uma renovação na crítica e no fazer cinema, eram novos valores e concepções que desmistificaram a tradicional cartilha estética clássica e conduziram, definitivamente, o espectador rumo a uma maturidade artística e político-social.

Os filmes, a partir de então, já não eram mais de baixo custo e de exibição confidencial, mas produzidos com altos orçamentos e distribuídos internacionalmente com enorme sucesso no mercado exibidor de primeira linha, ou seja, o cinema da modernidade, possui uma postura ousada e inovadora, que passa pelo estabelecimento da produção independente, fora dos sistemas industriais e financeiros dominantes, estabelecendo uma diferente relação com o cinema de mercado.


Dos estudios hollywoodiano à realidade da América, surgiram realizadores independentes como Scorsese, de Francis Coppola, Terrence Malick, Brian De Palma, Michael Cimino, George Lucas, Steven Spielberg, entre outros, que tomaram de assalto os estúdios falidos para produzirem obras autorais em nível industrial, antes que as empresas corporativas engolissem Hollywood e passassem a controlar e a ditar o material a ser filmado.
Vale lembrar que muitos, mesmo já dentro dos grandes estúdios continuavam árduos contestadores do cinema de padrões clássico e de entretenimento.




Filmes que marcaram a era moderna:



Os Emabalos de Sábado a Noite


Guerra nas Estrelas



A Fantástica Fábrica de Chocolate


















segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Poderoso Chefão - The GodFather


Titulo do Filme : O Poderoso Chefão (The GodFather)

Ano de realização/1º exibição:1972

Realizadores

Diretor: Francis Ford Coppola

Produtor: Albert S. Rudby

Roteirista: Mario Puzo e Francis Ford Coppola

Diretor de Montagem:William Reynolds e Peter Zinner.

Diretor de Fotografia/Cinegrafista: Gordon Willis.

Autor da Composição Musical: Nino Rota

Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Richard Castellano, Robert

Duvall, Sterling Hayden, John Marley, Richard Conte, Diane Keaton.


Enredo – História da Máfia Italiana nos EUA, em torno do personagem Don Corleone, nos anos 30 e 40. Disputas e vinganças entre famílias de mafiosos, expansão de mercados, novos ramos de negócios.

Primeiras impressões – De cara percebe-se o uso de um enquadramento nos diálogos que pega em primeiro plano, fora de foco, as costas de um interlocutor e ao fundo, no foco, o outro interlocutor de frente. Percebe-se também o uso das músicas para ambientar a cena e a informalidade de movimento das pessoas e da câmera no momento de festa do início do filme, em contraste com tomadas de câmera fixa e sem música em momentos mais tensos do filme. A primeira cena do filme foi extremamente longa, durando vários minutos sem cortes, num só diálogo.

Uso de sons – barulho de passos fortes no piso, portas abrindo e fechando, latas batendo. O uso de sonoplastia é intenso, quase exagerado.

Tomadas de câmera fixa – em diversos momentos a câmera ficava fixa e os personagens entravam e saiam de cena. Normalmente combinava com momentos sem música. Dava um tom sóbrio, tenso ao momento.

Mudança de ritmo – o filme acelera após a morte de Don Corleone, com cortes mais freqüentes, mais movimento de câmera e mais música. É como se fosse um segundo filme. No primeiro quem ditava o ritmo era Don Corleone, com seu jeito tranqüilo. Quando a trama é liderada pelos impetuosos filhos, tudo acelera, na trama e na edição.

Iluminação – o clima também era formado pelas técnicas de iluminação, com muitas cenas escuras e uso de sombras nas faces dos atores. Isto criava ambientes e personagens suspeitos, sinistros.

Comentário:

O poderoso chefão é um filme sem adjetivos á sua altura que já nasceu clássico por tratar de uma temática que nunca sairá de moda : a vida - usando como pano de fundo um fio condutor fascinante : a máfia. Com personagens complexos, palpáveis e atores brilhantes, o Poderoso Chefão é uma obra para ninguém por defeito. Um filme para ter em casa e assistir sempre..



Para visualizar uma cena do filme clique no link

http://www.youtube.com/watch?v=s2BdGkzqkKs

Para visualizar o trailer clique

http://www.youtube.com/watch?v=JQNsiaVqIN0&feature=fvw